segunda-feira, 25 de agosto de 2014

BIOTECNOLOGIA: UM CAMINHO PROMISSOR PARA O ENGENHEIRO QUÍMICO

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ Daniel Tinôco)

Com o advento das chamadas tecnologias limpas e a preocupação global com o meio ambiente, a indústria tem voltado sua atenção a pesquisas e estudos que objetivam o desenvolvimento econômico, levando em consideração a proteção ambiental e o futuro das próximas gerações. Nessa perspectiva, a chamada sustentabilidade industrial tem ganhado atenção entre os principais representantes do setor, que para alcança-la têm usado a biotecnologia como ferramenta fundamental.

A biotecnologia tem ganhado cada vez mais espaço no meio industrial, principalmente entre os profissionais de engenharia química, justamente por representar a interseção de três grandes áreas do conhecimento: biologia, química e tecnologia (engenharia química). Com as contribuições de cada área, processos industriais convencionais estão sendo substituídos pelos bioprocessos, que representam uma alternativa mais eficiente na produção de energia (combustíveis em geral), de produtos de utilidade pública (como as sacolas biodegradáveis) e de materiais com aplicações clínicas (como cartilagens humanas usadas em transplantes e cirurgias plásticas).

O engenheiro químico acaba sendo um dos profissionais que mais se beneficiam neste sentido, pois muitos dos processos industriais são realizados em biorreatores, governados pelos conhecimentos de engenharia química em cinética e reatores. Esses equipamentos trabalham com o mesmo princípio dos reatores convencionais, porém com o uso de micro-organismos, responsáveis pela conversão da matéria-prima em produto final de valor agregado, com melhores condições de temperatura e pressão e menores custos.

A indústria de energia renovável, por exemplo, que produz combustíveis de primeira e segunda geração, por meio da cana-de-açúcar e de demais vegetais, como girassol, mamona e açaí, tem dado ênfase em profissionais que dominam os métodos biológicos e são capaz de inter-relacionar conceitos, de forma a aumentar a produção e, por consequência, o lucro.

Segundo a pesquisadora Elba Bon, do Instituto de Química da UFRJ, o Brasil tem uma posição muito confortável e competitiva na produção de etanol de biomassa. Tanto pelas características ambientais, quanto pelos estudos no setor, que utiliza tecnologia totalmente alternativa, o país encabeça estatísticas e pesquisas biotecnológicas. Isso acaba por gerar a necessidade em engenheiros químicos especializados nos diversos bioprocessos da indústria.

Assim, em meio à Revolução Verde, embasada na biotecnologia, o profissional de engenharia química passa a ter mais um campo de significativa atuação e possibilidades de emprego, demonstrando seu caráter multifuncional e amplo. Isso o coloca em vantagem frente a outras profissões e o faz um verdadeiro promotor da sustentabilidade industrial e difusor da ciência biotecnológica.

Nenhum comentário:

Postar um comentário