segunda-feira, 26 de maio de 2014

A CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL ALIADA AO TRATAMENTO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ Gabriel Almeida)

Define-se como poluição qualquer alteração física, química ou biológica que produza modificação no ciclo biológico normal, interferindo na composição da fauna e da flora do meio. A poluição aquática, uma das mais sérias, provoca mudanças nas características físicas, químicas e biológicas das águas, as quais interferem na sua qualidade, impossibilitando o seu uso para o consumo humano.


A atividade industrial tem contribuído muito para um aumento significativo nas concentrações de íons metálicos em águas, representando uma importante fonte de contaminação dos corpos aquáticos, principalmente quando consideramos que tais íons podem ser disseminados via cadeia alimentar. A indústria metalúrgica, por exemplo, produz como consequência de seus processos, significativas quantidades de efluentes líquidos com concentrações de metais pesados bem superiores aos padrões exigidos pela legislação. Entre eles destacam-se o cromo, o ferro e o níquel. Os metais não sendo biodegradáveis são facilmente incorporados à cadeia alimentar e tornam-se tóxicos aos organismos vivos quando ultrapassam determinadas concentrações. Em alguns casos, estes compostos químicos não são detectados nas análises de amostras ambientais.

Por causa dessas práticas e devido aos inúmeros problemas causados por essas espécies químicas, surge cada vez mais a necessidade do desenvolvimento de novos materiais capazes de remover esses contaminantes dessas águas residuais, reduzindo-os a níveis aceitáveis para o ambiente.

Existem diversas metodologias propostas para remoção de metais pesados em meio aquoso tais como: Precipitação química, troca iônica, extração de solventes, entre outros. Uma alternativa bastante interessante é a utilização do processo de adsorção para a recuperação, remoção e reciclagem de metais pesados tóxicos em águas residuais. Para aplicação de tal técnica, são necessários materiais sólidos capazes de imobilizar os íons metálicos. No entanto, o estudo dos impactos de um projeto é um só e se desenrola através de diferentes fases, de uma maneira progressiva, avançando desde o reconhecimento geral do meio no qual se circunscreve o projeto a identificação preliminar dos possíveis conflitos e impactos ambientais, passando por um dimensionamento e evolução detalhada dos impactos, até chegar-se ao projeto posto em prática, seguimento e evolução expostos do plano de manejo ambiental.

O processo de estudos ambientais é um projeto de desenvolvimento e infraestrutura, obedece à lógica de prevenir ou mitigar os impactos ambientais; compensar danos ou perdas e potencializar vetores de desenvolvimento em beneficio da região envolvida com o projeto.

E no contexto industrial, é visivelmente significativa a mudança em relação à qualidade ambiental devido a um mercado operativo, globalizado e altamente competitivo que é apontado como um agente catalisador de mudanças.  A disposição inadequada de resíduos têm resultado em diversos impactos ao meio ambiente. Portanto, até mesmo as próprias indústrias, estão percebendo que a redução e o reciclo são alternativas melhores que a disposição final de resíduos, uma vez que mundialmente há três grandes razões para isso: custos, legislação e imagem corporativa. Diante desse cenário, tem-se observado em âmbito mundial, grande ênfase nos programas de minimização de geração de resíduos, seu reciclo e reuso. Em muitos casos as tecnologias de tratamento convencional têm suas limitações apenas transferindo estes contaminantes para outra fase. Entretanto, várias alternativas de tratamento tecnológico têm se desenvolvido nestes últimos anos requerendo que se encontre um ajuste ambiental.

Referências:

CLARISSE, M.D.; AMORIM, M.C.V.; LUCAS, E.F. Despoluição ambiental: uso de polímeros na remoção de metais pesados. Revista de química industrial. v. 2, p.16-24, 1999.
FELLENBERG, G.; Introdução aos Problemas da Poluição Ambiental, Ed. Pedagógica e Universitária Ltda: São Paulo, 1980.
FROTA, N. A. F.; CARAMELLI, P.; BARBOSA, E. R. Cognitive impairment in Wilson’s disease. Dementia & Neurophychologia
BRAILE, P.M. et al. Manual de tratamento de águas residuárias. São Paulo: CETESB, 1979.

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