sexta-feira, 21 de março de 2014

POR QUE NÃO ESTUDAR NO IFNMG?

Caros leitores, esse título em parte sensacionalista, em parte realista serve como desabafo, relato, opinião e dica para quem já está na Engenharia Química e pra quem está pensando em entrar/transferir.

            Então, por que dar esse nome ao texto? Até por que eu estudo nessa instituição. Dá uma impressão de cuspir no prato que comeu como diriam por aí. Contudo, a minha “intenção” é um pouco mais além. A grande maioria das pessoas que iniciam um curso superior possuem expectativas, planos, desejos e pré-ideias do que gostariam de fazer, participar ou apenas como acham que seria melhor como cursar, no caso, a Engenharia Química. E mesmo aqueles que o iniciam sem saber exatamente, rapidamente acabam por entender as mil e uma possibilidades ofertadas por essa graduação.

            Fazendo uma releitura do conceito Tabula Rasa utilizado por John Locke no século XVII, os acadêmicos são papeis em branco na maioria dos casos QUANTO ao curso e é a experiência que os pode torná-los engenheiros melhores. Apenas as maçantes aulas teóricas não serão capazes de instruir um profissional de ponta. Precisa-se de OPORTUNIDADES de adquirir essas experiências. De pesquisa, de conhecer empresas e universidades, de promover eventos, de participar, de projetar e executar, precisas-se de um real feedback da instituição seja da coordenação, seja da direção. Dito isso volto ao título do texto.

            Instituições e cursos novos sempre (não gosto de generalizações, e se alguém conhecer alguma exceção fique a vontade para postar nos comentários) possuem alguns anos de “carência” até se tornar boas ou ótimas faculdades e ouso a dizer que muitas sequer chegam lá. Isso, infelizmente se reflete de forma direta na qualidade da graduação desses que são tidos como cobaias. Muitas oportunidades não estão disponíveis e necessitam de aparatos burocrático-estruturais que não chegam nunca. Podem-se passar anos até que se consiga algum retorno num nível aceitável. Há pessoas, contudo, que se sentem perfeitamente felizes com uma graduação estilo Tabula Rasa e quem sou eu para criticar isso? Apenas defendo que os melhores engenheiros serão aqueles com ricas experiências nas mais diversas áreas. E que instituições e cursos novos não conseguem oferecer opção de escolha para esse enriquecimento, o que gera duas possibilidades: os acadêmicos ficam acomodados e se tornam Tabulas Rasas ou são obrigados a recorrer a toda e qualquer oportunidade FORA da sua instituição de ensino. O que um acho uma atitude muito madura e louvável, o que é lamentável mesmo é a cegueira e a hipocrisia dos discursos que se ouve dentro das “instituições bebês”.

            Sugiro a vocês, então, uma reflexão sobre o que esperam durante a graduação e como vocês se enxergam daqui alguns anos, quando no mercado de trabalho. Se concluírem que o curso atende seus objetivos e que da forma como as coisas estão ocorrendo será possível atingir o destino final, ótimo. Caso contrário, acho que é hora de trabalhar a ideia de uma transferência ou correr atrás do prejuízo de outras formas, quaisquer que sejam elas.

6 comentários:

  1. Se for pra criticar, é melhor ficar em casa com a bunda no sofá e sem estudar. Só o fato de ser um instituto federal já agrega muito ao curriculum, e desmerecer o curso é a única coisa que alguém incompetente que tem preguiça de correr atrás por si mesmo consegue fazer. Se acha ruim, por que ainda está estudando ai?

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    1. Bem, eu acredito que a critica construtiva é extremamente importante para a mudança. Acredito que cada acadêmico é parte de um todo e possui força para ajudar a mudar a situação, ainda que seja em sensibilizar as pessoas com os problemas das instituições de ensino. Você, Anônimo, não conhece a minha jornada no IFNMG. E também não sei se você é estudante de lá ou não. Mas uma coisa é clara, a sua habilidade de ler e compreender é bem rasa. Eu não critico o curso, sou apaixonado pela Engenharia Química. Se não fosse, eu nem estaria aqui escrevendo para o Beta. Outra coisa que está bem clara no texto, eu não acho que apenas um currículo com o nome de um IF é suficiente para um profissional de EXCELÊNCIA, há muito mais por trás deste tipo. E é deste tipo que eu e muita gente queremos ser. Se para você apenas um currículo com um nome de um IF basta, Ok! É sua opinião e eu respeito.

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  2. A questão da crítica tratada no texto é uma realidade de uma grande parte dos alunos do IFNMG. Pois com a falta de incentivos financeiros, professores qualificados, falta de pesquisa e outros fatores, podemos constatar que os alunos desta instituição estarão sendo prejudicados no tange a qualidade de ensino e oportunidades oferecidas.

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    1. Muito obrigado pelas palavras. Você realmente entendeu o motivo pelo o qual escrevi esta crítica e as suas implicações. :)

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  3. Claro que o fato de ser uma instituição federal agrega ao curriculum, exatamente por isso, esperamos um ensino de qualidade tanto teoricamente quanto experimentalmente. O anseio por mais eventos na nossa instituição é valido, afinal, se as outras instituições realizam, porque a nossa não? Uma instituição "novata" possuirá dificuldades o obstáculos para montar o curso em sua complexidade e a agilidade na construção do curso será de responsabilidade dos coordenadores, enquanto cabe ao aluno reivindicar seus direitos. Vinícius apenas deixou o ponto de vista dele expresso nesse texto, enquanto o sr. Anônimo apenas fez um comentário sem fundamentos, ocultando seu nome por não possuir argumentos suficientes para expor uma teoria oposta à apresentada: Por que estudar no IFNMG?

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    1. Victor, muito obrigado pelo apoio. É muito bom ver que as pessoas ainda tem a capacidade enxergar uma crítica e entender o motivo dela. E que não é necessariamente uma coisa ruim, e sim uma oportunidade de crescimento. :)

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