terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O MARKETING E O CONEEQ

“O bom marketing não é acidental. Ele resulta de planejamento e execução cuidadosos. Em quase todos os setores, as práticas de marketing estão sendo continuamente refinadas e reformuladas para aumentar as chances de sucesso. Mas a excelência em marketing é rara e difícil de obter. O marketing é ao mesmo tempo uma ‘arte’ e uma ‘ciência’ – há uma tensão constante entre seu lado formal e seu lado criativo.” (KOTLER, 2006, p.2)



O autor do livro Administração de Marketing nos traz isso quanto ao chamado bom marketing. Não se trata de apenas de um talento, há por traz toda uma técnica envolvida. Se prosseguirmos a leitura, ou ainda, procurarmos novas referencias. Veremos que o marketing trata-se da identificação e satisfação das necessidades do público alvo ao empreendimento.

E então você, leitor, se pergunta o que isso tem a ver com o XXIII CONEEQ sediado no Rio de Janeiro este ano. Bem, a relação é simples: O Marketing realizado pelo CONEEQ RIO foi de longe um dos melhores, mais pesados e efetivos de todos os tempos. Isso foi claramente refletido na demanda por pacotes completos, nos valores cobrados por desistentes e pelos rápidos esgotamentos de lotes. Em alguns casos eles acabaram em questão de minutos.
Contudo, o “serviço” ofertado mostrou-se um cavalo de Tróia em muitos aspectos. A estrutura que por fotos e “disse-me-disse” pareciam ser a melhor de todas, mostrou-se pouco efetiva para a quantidade massiva de congressistas e suas barracas de camping, um acessórios tradicional e indispensável para um mínimo de conforto e privacidade aos que vão passar uma semana longe de casa. A própria estrutura dos banheiros, que foram tão bem falados, deixou muito a desejar. Sem contar a muitas promessas quanto a parte acadêmica e aos eventos culturais que foram, por falta de palavras, decepcionantes. Devo lembrar também, sobre a falta de liberdade na nossa chamada “casa” durante o congresso. Muitas das regras internas do clube privaram os congressistas de comportamentos típicos como o vestuário ou horários para o som. Sei que regras são fundamentais e existem para o bom funcionamento da vida, mas deve de haver um bom senso quanto ao ambiente que nos foi proposto e o que era permitido.

Devo salientar que não estou menosprezando o trabalho da organização do CONEEQ RIO 2014. Muito pelo ao contrário, como eu não era marinheiro de primeira viagem, já estava vacinado a várias situações e soube como reagir a elas. Tentando tirar o melhor proveito de tudo. Mas e os que não sabiam? Os que acreditaram fielmente no marketing e saíram completamente insatisfeitos, esses provavelmente não vão olhar os congressos de Engenharia Química da mesma forma, uma lástima.

Acrescento ainda, que esta opinião é a de um congressista. E a crítica está baseada na relação marketing versus evento ofertado. E ainda que diversos problemas ocorreram, como sabemos que de fato ocorrem. Não que seria justo terminar este texto sem comentar o que eu vi da organização. Houve falhas? Problemas de dimensionamento? Problemas estruturais? Entre outros? A resposta é um grande SIM. Contudo, desde que cheguei ao congresso vi os “blusas pretas” correndo por todo o clube e gritando em seus walkie talkies tentando resolver os problemas, sendo gentis e educados quando solicitados (claro que quando a educação era bilateral, mas não entrarei nesse mérito) e ainda mais prestativos na tentativa de solucionar tudo aquilo que não estava nos conformes. Sei que executar esse empreendimento foi um imenso desafio e infelizmente nem tudo saiu como planejado. Mas ainda assim, digo que a equipe merece parabéns pelo esforço, perseverança e simpatia. E digo a vocês que ainda houve muitas reclamações, vários congressistas (inclusive eu) tiveram uma das melhores semanas de suas vidas. De forma pessoal eu vejo o CONEEQ como uma forma de unir a família dos Engenheiros Químicos, de criar laços pra vida inteira e não apenas tornar-se conhecido dos futuros colegas de trabalho. É a chance fazer irmãos para a vida toda.

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