sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

VISITAS TÉCNICAS: DEVO PARTICIPAR?

Aquilo que você somar ao seu curso - seja uma iniciação científica, uma especialização, um projeto ou evento - normalmente é a forma mais prática e visível da aplicabilidade daquilo que você tem estudado há anos. Não são de hoje as acusações de que a sala de aula não é o local preparatório para o mercado de trabalho e que não é verossímil a ele nos quesitos práticos. É saudável, portanto, que um estudante esteja conectado com diferentes interfaces profissionais durante a graduação e possa, ao final dela, optar por aquela que melhor adeque com o seu perfil.


            Existe um modo rápido e praticado por grupos estudantis de engenharia rotineiramente em todo país: As visitas técnicas em empresas ou postos indutriais relacionados com o curso. Mesmo que não tenha um peso de um estágio, a visita proporciona um primeiro contato importante, que pode desmistificar uma imagem equivocada que o estudante tenha da profissão, por exemplo, como também serve de um pequena ajuda para auxiliá-lo na fase de transição, quando muitos ainda se assustam com a rotina empresarial e ainda se sentem apegados à universidade. Conhecer o terreno que se irá pisar dali uns anos é um inteligente modo de poder se acostumar com ele.

            Os estudantes costumam fazer visitas às indústrias locais, cujas distâncias sejam curtas o suficiente para serem feitas em um único dia. Por isso, fique atento as empresas que rodeiam a sua universidade, procure saber se elas têm horário de visitação ou se, pelo menos, apresentam-se em algum stand nas feiras de recrutamento, eventos que simulam os Working Days e que são anualmente estimulados pelas próprias universidades ou centros de educação profissional. 

            Empresas de grande porte, como Nestlé, Volkswagen, Petrobras, Cervejarias em geral, Bayer, 3M ou Mineradoras, pedem agendamento prévio via internet, com sujeito à aprovação e detalhamento do objetivo da visita.

            Visitas técnicas são aconselháveis até mesmo para os alunos convictos da atuação acadêmica, pois é uma forma concreta de aplicação que pode ser implementada em pequena escala nas salas de aula, não somente nos laboratórios ou centros de pesquisa. Talvez essa possa ser um novo desafio para a engenharia em especial - tratar seus alunos como engenheiros e motivá-los a serem um desde o princípio.



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