terça-feira, 7 de janeiro de 2014

INDUSTRIA FARMACÊUTICA - ONDE TRABALHAR?

Muitos estudantes quando escolhem a carreira de engenheiro químico veem um curso bastante abrangente com possibilidade de optar por uma área específica durante o ciclo profissional da faculdade e uma possível especialização. Os campos de petróleo, alimentos, cosméticos, energias renováveis e até mercado financeiro são viáveis para a participação desse profissional. Dentre as mais badaladas, a indústria farmacêutica é, junto com a petroquímica, a com maior crescimento nos últimos anos.


           Esse setor brasileiro, responsável pela produção de medicamentos, cresce há 10 anos. O mercado de remédios projeta encerrar o ano com vendas no patamar de R$ 54,2 bilhões, uma alta de 9,2% em relação ao ano passado, e atualmente essa indústria ocupa a 6º posição no cenário internacional, com previsão para chegar à 4ª até 2016. Tal movimento ascendente é justificado tanto pelo nível de emprego quanto pela situação socioeconômica do brasileiro médio.

           Esse crescimento estimula a expansão industrial e, consequentemente, a criação de novos empregos, inclusive para engenheiros químicos, atraindo a atenção dos recém-formados. Para ilustrar essa oferta de vagas, no mês de novembro, a EMS e a Reckitt Benckiser abriram seus programas de trainee e estágio, respectivamente, para 2014. Infelizmente, a oferta de vagas ainda está concentrada no eixo Sul-Sudeste, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro.

Distribuição Espacial da Indústria Farmacêutica – em número de unidades locais em 2005

Indústria Farmacêutica
Indústria de Transformação
Indústria Brasileira
Brasil
2434
563062
6076940
Norte
2,67
3,21
3,54
Nordeste
10,19
12,41
15,68
Sudeste
60,81
47,89
50,31
SP
38,70
28,77
29,92
RJ
10,97
5,01
7,18
Sul
18,32
29,81
23,31
Centro-Oeste
8,01
6,69
7,16

                A possibilidade de alocação do engenheiro dentro do mercado farmacológico é vasta. Visando a visão estratégica e o raciocínio matemático do engenheiro, a empresa contrata o profissional sem especialização como generalista e posteriormente ele é direcionado às áreas de produção, fabricação ou embalagem.

                Como a faculdade de EQ oferece um conhecimento generalista, é muito importante para a participação ampla nesse setor a realização de uma pós-graduação ou mestrado. Assim, pode-se trabalhar também nas áreas de almoxarifado, expedição, análise química e controle de garantia e qualidade, entre outras.

           Em síntese, a indústria de remédios consiste atualmente em uma das principais áreas de trabalho do engenheiro químico interessado na área de saúde, mas sem aptidão para ser médico. Trabalhando em cooperação com os farmacêuticos, ele atualmente principalmente nos setores de produção e fabricação. Contudo, os moradores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste que focarem na elaboração de medicamentos provavelmente deverão se mudar em algum momento da vida profissional para o Sudeste.

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