sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP)

O Gás Liquefeito de Petróleo, conhecido popularmente como gás de cozinha, é produzido em sua maior parte nas refinarias, tendo em sua composição basicamente uma mistura de hidrocarbonetos propano e butano e nas condições normais de temperatura e pressão, apresenta-se em estado gasoso. Para ser liquefeito precisa ser submetido a pressões maiores que a atmosférica, na faixa de 3kg a 15kg em temperatura ambiente e mantido armazenado em tanques especiais.


A abundância com que é encontrado na natureza e as suas propriedades caloríficas, fazem do GLP uma importante fonte de energia, tanto sob o ponto de vista técnico como econômico para uso domiciliar, comercial e industrial. A movimentação do GLP nas refinarias para as companhias distribuidoras de gás é feita através de tubulações ou caminhões e dependendo das condições de cada região e das formas de comercialização, o produto pode ser também movimentado através de vagões-tanque e navios-tanque.

O engarrafamento é feito em diversas embalagens sendo a de 13kg a mais utilizada em uso residencial. Para a indústria e condomínios residenciais, o produto é distribuído em recipientes de maior capacidade. Devido a sua variada utilização, o GLP precisa ser movimentado e armazenado em tanques e recipientes com volumes variando desde algumas dezenas de litros até milhares de metros cúbicos.

O Brasil representa um dos maiores mercados de GLP do mundo com uma comercialização anual estimada da ordem de 6.400.000 toneladas, sendo responsável pela geração de 350.000 empregos diretos e indiretos.

O transporte e o armazenamento de GLP não poluem o meio ambiente mas o produto é facilmente inflamável e explosivo e podem causar graves acidentes se não for armazenado e utilizado com segurança. Se inalado em grande quantidade, produz efeito anestésico e pode até levar a morte.

Os perigos do GLP são decorrentes de suas características físico-quimicas e estão presentes em todo seu ciclo de utilização, principalmente no transporte e na utilização pelos consumidores finais. Em contato com o ar, ele forma uma mistura explosiva que entra em ignição com muita facilidade, causando acidentes geralmente com graves consequências para pessoas e instalações. O mais grave acidente ocorrido com GLP ocorreu em 1984, em San Juanito, na cidade do México e vitimou fatalmente cerca de 600 moradores que viviam nos arredores de uma planta de grande capacidade de armazenagem do produto.

Para exemplificar seu perigo potencial, estima-se que o vazamento do conteúdo de um simples botijão doméstico, possa formar uma nuvem explosiva de até 200.000 litros de mistura com o ar em condições ambientais normais.

O GLP é inodoro e por motivo de segurança recebe nas refinarias a adição de uma substãncia do grupo das mercaptanas, que produz o odor característico verificado quando há algum vazamento do gás. Toda instalação que envolva movimentação, manuseio e armazenagem de GLP, deve contar com medidas de segurança intrínsecas previstas já na fase de elaboração do projeto da planta ou do equipamento. Alguma dessas principais medidas são a localização das instalações de grande capacidade em áreas adequadamente afastadas  de conglomerados urbanos e a utilização de equipamentos em instalações elétricas específicas para áreas sujeitas a mistura explosiva de ar-gás.

Os tanques de armazenamento devem contar com acessórios como indicadores de temperatura e pressão, válvulas de alivio e sistema de resfriamento.

Os botijões devem ser armazenados em áreas bem ventiladas e distantes de vias públicas com rigoroso controle de possíveis fonte de ignição.

As áreas de engarrafamento de GLP devem ser abertas com pé direito que proporcione ventilação adequada e possuir sistemas de segurança específicos. Nas unidades de engarrafamento, os botijões devem ser inspecionados para garantir a segurança da sua reutilização e do retorno ao comércio. Os que apresentarem problemas ou defeitos devem ser segregados. Por medida de segurança, o enchimento deve ser feito com no máximo 85% dentro da capacidade do botijão.


Mas não pense que o serve apenas para casas. Muitas indústrias usam o GLP como uma fonte de calor para a metalurgia, produção de vidro ou cerâmica. A maioria das empilhadeiras usadas para levantar carros e outros equipamentos pesados nas fábricas são abastecidos com GLP. Isso porque o GLP fornece energia suficiente para o trabalho pesado, não gerando praticamente vapores e poluentes reduzidos, algo extremamente importante nos espaços confinados de armazéns e galpões.

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