quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ENGENHEIRO QUÍMICO TRABALHANDO EM CONTROLE AMBIENTAL: UMA DAS POSSIBILIDADES MAIS PROMISSORAS E REQUERIDAS DA ATUALIDADE

Como lembra o conceito de desenvolvimento sustentável, “atender às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades” (Nosso Futuro Comum, 1991): É nesta congruência entre necessidade e limitações que o controle ambiental torna-se uma ferramenta de ponderação e, também, uma vertente de estudo visando implementar obras ou projetos com impacto ambiental reduzido. Se tratando de ações já tomadas, o Plano de Controle Ambiental (PCA), estabelecido conforme o artigo 5º da Resolução CONAMA nº 9 de 1990, é um estudo que identifica e propõe medidas mitigadoras quanto aos impactos gerados por empreendimentos de médio porte e serve como base para que os processos industriais possam ser viabilizados. Ele é, assim como outros já criados, o estudo norteador para muito engenheiros especializados em controle ambiental.

          Controlar é averiguar se as atividades efetivas estão de acordo com as atividades que foram planejadas, comparando o resultado das ações com padrões previamente estabelecidos e corrigindo-as se necessário. Para se executar um projeto ambiental, devem-se levar em consideração as objeções do Plano de Controle Ambiental e ter os devidos cuidados com o desenvolvimento do que foi planejado, sua aplicabilidade e, principalmente, sua manutenção. Deste modo, a atuação de engenheiros nessa área permite que as obras por eles desenvolvidas possam coexistir com o ambiente de forma a pouco degradá-lo ou que existam linhas de pesquisa para reconstrução e revitalização deste.
            Para título de ilustração dessa área da Engenharia, em especial Química, existe o Programa de Pesquisa da UFSCar em São Carlos, criado em outubro de 1991 em função de um processo de transformação de uma área de Pesquisa originalmente dedicada à tecnologia de fertilizantes. Sua ênfase hoje é dada ao estudo de caracterização e remoção de pó em correntes gasosas e líquido-sólido.
            A área trabalha no tratamento de agentes poluentes lançados ao meio ambiente e em sua caracterização. Tem-se dedicado à pesquisa de equipamentos de limpeza de gases e depuração de gases e líquidos, a partir da criação de equipamentos fáceis de serem construídos e operados e que possam ser inseridos em processos industriais de larga escala. 

            O Engenheiro que optar por carreira acadêmica pode, portanto, trabalhar para apurar os estudos ambientais na área de controle e de monitoramento. Já o engenheiro que visa à indústria, pode vir a incrementar o processo produtivo com um maquinário que depure, por exemplo, gases poluentes. Essas são duas das infinitas finalidades que a área possui, o que significa que ela têm se estendido e aprimorado conforme novos pesquisadores que a ela recorrem.

            Se tratando de Engenharia Química, muito pode ser criado a partir do conhecimento global que o curso possui e o quadro de possibilidades que ele abre dá muita margem para novas patentes ou tecnologias. Ela, além de pioneira enquanto curso, é futurista no quesito desenvolvimento sustentável, porque tem fundamentos que são aplicáveis em diversos tipos de processos e cria profissionais cada vez mais preocupados com os resíduos gerados nestes.

Fonte:

Nenhum comentário:

Postar um comentário