sábado, 18 de janeiro de 2014

BIORREMEDIAÇÃO

Do dia 12 ao dia 18 de janeiro, aconteceu o XXIII Coneeq, no Rio de Janeiro. Porém o evento tem vagas limitadas e se você, assim como eu, não pôde ir, conte com a cobertura do BetaEQ sobre o que encontramos de mais interessante no evento.


O assunto que eu escolhi foi Biorremediação. Devo confessar que vi esta opção na lista de Minicursos do Coneeq, não conhecia e decidi pesquisar. Divido com vocês o pouco que aprendi:

Biorremediação, de acordo com o dicionário, é um “processo de recuperação ambiental de áreas contaminadas através de micro-organismos ou enzimas”.  Ele é usado em áreas poluídas ou com problemas microbiológicos. Esta técnica não é eficiente para processos macroscópicos como reflorestamento ou controle de espécies. É muito comum na recuperação de solos agrícolas ou de aterros sanitários e em estações de tratamento de água. As principais pesquisas desenvolvidas no ramo de biorremediação envolvem o uso de enzimas microbianas para biodegradação, técnicas de biodegradação de herbicidas e fungicidas e o uso de rizobactérias para acelerar o crescimento de plantas.


Esse tipo de processo é visto com bons olhos por boa parte da comunidade científica devido à suas grandes vantagens. A biorremediação tem baixo impacto ambiental, reduz significativamente o excesso de oxigênio no ambiente, pode tanto devolver quanto retirar nitrogênio do solo, aumenta os índices de fósforo disponível, não necessita uma grande área para ser aplicada, é bastante confiável quando bem feita e reduz a ocorrência de insetos, vermes e mau cheiro.

Porém, como tudo na vida, a técnica não é perfeita. Primeiramente, a implantação é muito cara, com grande consumo energético, alta mecanização e operação sofisticada. É preciso investir pesado tanto em equipamentos quanto em profissionais. Além disso o processo é razoavelmente sensível a descargas tóxicas e é preciso tratar o iodo resultante.

Tudo muito bem, tudo muito bom, mas onde entra o Engenheiro Químico nessa história? Como já dito, a biorremediação pode ter diversos resultados e cada um deles exige uma técnica diferente. Todas elas são bastante delicadas, exigem um planejamento cuidadoso e conhecimento sobre as diversas reações envolvidas. Um erro pode aumentar o desequilíbrio ao invés de resolver o problema. Uma ótima opção de profissional capaz de preencher todos esses requisitos é exatamente o engenheiro químico.


Caso você tenha achado a área interessante, aqui vão algumas das técnicas mais comuns para que você possa aprofundar suas pesquisas. Existem três opções mais gerais: estimular os microorganismos já existentes para acelerarem o processo de recuperação natural, introduzir amostras contaminadas com microorganismos específicos para o poluente desejado ou aplicar enzimas imobilizadas. Quando opta-se pela introdução de micro-organismos estes são comumente geneticamente modificados para maior eficiência. Pode-se ainda utilizar lodos ativados, que são colocados em reatores por onde passa o material a ser tratado. Quando a opção é o estímulo da microfauna natural geralmente são utilizadas lagoas de estabilização que permitem o controle da radiação solar, da temperatura e dos ventos, garatindo condições ideais para as reações. Como decidir qual o melhor processo? Bom, aí acho que você deveria procurar o mini curso...

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