sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A ENGENHARIA (BIO)QUÍMICA

A Engenharia Bioquímica estuda bioprocessos em que enzimas, microrganismos ou células animais, selvagens ou recombinantes são utilizados para obtenção de produtos de grande interesse para a sociedade, tais como antibióticos, biocombustíveis, hidrolisados proteicos, enzimas etc. Para alguns desses produtos, os processos bioquímicos são a única alternativa para a sua obtenção ou se mostram extremamente vantajosos quando comparados a rotas envolvendo sínteses químicas.


A intersecção da Biotecnologia com a Engenharia Química faz-se em todos os domínios e escalas. As ferramentas e metodologias usadas pelos engenheiros químicos no desenvolvimento de processos químicos são indispensáveis para a resolução de problemas associados às ciências da vida e para a comercialização dos desenvolvimentos da biotecnologia. Com a introdução de novas disciplinas curriculares e a investigação em microbiologia, bioquímica e fisiologia, os engenheiros químicos dispõem hoje das competências para desenvolver soluções inovadoras e econômicas para problemas no domínio das ciências da saúde e na implementação em escala comercial dos progressos da biologia molecular.

As próprias células vivas podem ser consideradas individualmente como micro fábricas de estrutura muito complexa, uma rede complicada de inter-relações entre os diferentes componentes internos. Assim, os engenheiros químicos, pelas suas competências no domínio das reações químicas, termodinâmica, controle de processos etc., têm a capacidade de conhecer os mecanismos de transporte de substâncias a nível intra e intercelular, sintetizar polímeros biocompatíveis e projetar órgãos artificiais, tecidos artificiais e próteses.


É importante ressaltar que as metodologias de extrapolação do conhecimento obtido nos laboratórios para a escala comercial foram iniciadas e desenvolvidas pela Engenharia Química para a produção de grandes quantidades de penicilina após a segunda guerra mundial.

A Engenharia Bioquímica é uma área ainda nova no Brasil, o que é um ponto positivo em termos de perspectivas para o profissional, uma vez que o mercado ainda não está saturado. Esse profissional é um profundo conhecedor de Engenharia Química, de alimentos e de produção agroindustrial, com grande importância para indústrias que utilizam reações químicas envolvendo seres vivos.
Atua também na manipulação de resíduos e tratamento de efluentes. É justamente para essa última área – o tratamento de efluentes – onde são previstas as melhores perspectivas para trabalho.





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