sábado, 7 de setembro de 2013

EQ APLICADA À ENERGIA SUSTENTÁVEL, AS BIORREFINARIAS

(Texto enviado pela Representante Beta EQ no Rio de Janeiro, Gabriela Santos)

Inserido no contexto da sustentabilidade, o Brasil vem movendo quantias de recursos voltados para o aproveitamento otimizado das matérias-primas renováveis (tanto do ponto de vista temporal quanto territorial), a fim de estimular a plataforma tecnológica dos biocombustíveis e reduzir possíveis impactos ambientais. Um desses aproveitamentos surge ao se agregar valor às cadeias produtivas da biomassa através das biorrefinarias.

O conceito de biorrefinaria no Brasil ainda é recente e, apesar de ter uma grande importância socioeconômica devido ao aproveitamento mais eficiente da biomassa, ele traz à tona questões conceituais e novos cenários a serem definidos. Tais questões estão intrinsecamente relacionadas ao entendimento do potencial da biomassa para um país como o Brasil, grande produtor de matérias-primas, no que se refere à produção de energia e produtos químicos. Além disso, passamos a colocar em questionamento o modus operandi mais adequado para desenvolvimento econômico do país.

As possibilidades advindas do desenvolvimento das biorrefinarias apontam para enorme potencial econômico de tais instalações no Brasil, país que ainda possui grande deficiência tecnológica em setores químicos (já refletida na balança comercial). Nota-se, portanto, uma nova fronteira tecnológica e econômica para o agronegócio e para a química. E os setores energético e químico são os que melhor poderão aproveitar as possibilidades técnicas e econômicas das biorrefinarias.

É nesse cenário que se inicia a atuação do engenheiro químico: há desafios na organização da produção da matéria-prima para uma indústria (a biorrefinaria) que pode ser tanto baseada em uma única como em diversas matérias-primas. Assim, um dos papeis do engenheiro químico que trabalha nessa área é buscar novas fontes de matérias-primas com adensamento energético suficiente para gerar acréscimo do rendimento do processo, além de novas tecnologias para a produção de combustíveis a partir das matérias-primas. É necessário, pois, investimentos em pesquisas. Por isso é comum encontrar muitos engenheiros químicos que trabalhem na EMBRAPA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agroprecuária.

Patrocinado por essa empresa e pela Sociedade de Engenharia Química e Biotecnologia da Alemanha, ocorrerá o II Simpósio Nacional de Biorrefinarias em Brasília, no Centro de Convenções Brasil 21, durante os dias 24, 25 e 26 de setembro, como fórum de discussão para o desenvolvimento tecnológico da cadeia da biomassa. O evento conta também com o apoio institucional da Internacional Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC), a Sociedade Ibero-americana para o Desenvolvimento das Biorrefinarias (Siadeb), a Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina), entre outros.

O encontro terá o objetivo de promover a discussão sobre o potencial e os desafios das biorrefinarias, de modo a contribuir para o desenvolvimento da economia verde. A temática proposta será relacionada aos segmentos de bioenergia, química, química fina, biotecnologia e papel e celulose.

As inscrições e informações sobre o evento encontram-se no site: http://www.snbr2013.com.br/inscricoes

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