domingo, 15 de junho de 2014

A ENGENHARIA QUÍMICA PELO MUNDO

(Texto enviado pelo Representante Beta EQ em Pernambuco, Neto Soares)


Os cursos de Engenharia Química no exterior e pelo mundo a fora, focam em uma especialização, até mesmo os de graduações. Como é o caso dos cursos oferecidos pela University of Western Australia, especializados em materiais, petróleo ou processos químicos. Uma ótima opção é como a encontrada na University of Nottingham, Reino Unido: você pode unir a Engenharia Química com a Ambiental (engenheiro químico é bastante procurado para assumir cargos ambientas).

Os programas acadêmicos devem promover o desenvolvimento de habilidades práticas, com aulas em laboratórios. Os estudantes desenvolvem conhecimentos em petroquímica, mineração, farmacêutica, alimentícia e química. O curso de graduação em Engenharia Química no exterior tem duração média de quatro anos, diferenciando de acordo com o país e a universidade de seu interesse. Deverá conter disciplinas gerais como cálculos, química geral, fundamentos da engenharia, estatísticas, energia e materiais, física geral, equações, termodinâmica – que progredirão para matérias mais específicas da Engenharia Química.

ü  Onde estudar Engenharia Química nos EUA:
·         Parkland College
·         University of South Florida
·         University of North Texas

ü  Onde estudar Engenharia Química no Reino Unido:
·         Lancaster University
·         University of Sheffiled
·         University of Westminster

ü  Onde estudar Engenharia Química na Austrália:
·         University of Melbourne
·         University of Queensland
·         University of New South Wales

Requisitos para a admissão de estudantes estrangeiros.

Algumas instituições pedem que o estudante estrangeiro complete um curso de acesso à graduação antes de se candidatar à vaga em um curso de bacharelado. O seu diploma de conclusão do ensino médio deverá ser aceito pela universidade, se a vaga for para uma graduação. Se a sua intenção é ser aceito em uma pós-graduação, será exigido um diploma de bacharelado relacionado à engenharia ou à química. Todas as instituições acadêmicas do exterior exigirão que o estudante comprove proficiência no inglês com uma prova como o TOEFL e o IELTS, e uma nota mínima estipulada pela universidade deverá ser atingida para ser admitido. Algumas delas ainda pedem que os estudantes possuam boas médias em química, física e biologia em seus boletins do ensino superior.

Bagagem para toda a vida – Relato do Estudante Daniel de Castro Assunção que fez seu intercambio para a Argentina.

                                           “Recomendo a experiência para todos os alunos”

A participação em programas de intercâmbio internacional vem sendo encarada por boa parte dos estudantes e das universidades de graduação de referência no país, como uma espécie de atividade curricular. Cumprir estágio em uma boa universidade do exterior, de acordo com eles, é essencial, pois tanto contribui para uma melhor formação profissional, quanto proporciona ganhos pessoais únicos. “A experiência internacional fornece uma bagagem cultural que pode ser utilizada em inúmeras ocasiões: desde entrevistas de emprego até uma interessante e oportuna conversa. É imprevisível quando será feito uso da bagagem adquirida, mas é seguro que ocorrerá”, considera Daniel de Castro Assunção, aluno do curso de Engenharia Química da Unicamp, que passou quatro meses na Universidade Nacional de Río Cuarto, na província de Córdoba, Argentina. 
Daniel conta que começou a sua peregrinação pelo exterior, por assim dizer, ainda na barriga da mãe. Seus pais, ambos brasileiros, moraram na França e Estados Unidos, este último seu país natal. Com dois anos, veio morar no Brasil. “Apesar de não ter lembranças dessa primeira época fora, minha família sempre incentivou a vida em outros países, em uma cultura totalmente distinta da nossa”, diz. O futuro engenheiro químico saiu pela primeira vez do país em 2010, com destino à Nova Zelândia. “Foi uma viagem excelente. No entanto, concluí que precisava de um período maior do que 40 dias fora do Brasil”, relata.
Foi então que Daniel decidiu participar do programa “Marca”, que promove o intercâmbio de estudantes entre Brasil, Argentina e Uruguai. Depois de submeter à seleção, ele foi aprovado e partiu para cumprir estudos na instituição argentina. “Recomendo a experiência para todos os alunos que tenham interesse em sair do país e que não tentem impor a nossa cultura lá fora. Sair do Brasil seguramente é uma boa experiência, pois amplia os contatos, possibilita o domínio de outro idioma, expande a percepção da cultura e da sociedade local, além de trazer ganho de perspectiva de sua carreira globalmente tanto nas áreas acadêmicas como nas áreas industriais”.

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