domingo, 20 de outubro de 2013

EMPREENDER É MAIS DO QUE QUERER, É FAZER!

(Texto especial enviado pela Representante Beta EQ no Rio de Janeiro, Gabriela Santos)

Você quer ser uma pessoa de bastante sucesso, não é? Aquela que tem uma ideia genial que ninguém teve e acaba faturando milhões de reais com isso? Não é preciso negar, sucesso eu também quero! Todos nós queremos... Já que você tem que pensar de alguma forma, pense grande! Mas como começar a dar os primeiros passos rumo ao empreendedorismo de sucesso ainda na universidade? Primeiramente, uma coisa tem que ficar clara em nossa mente: ser empreendedor NÃO significa ter uma ideia mirabolante que ninguém teve antes para alcançar o sucesso, muito menos ter “sorte que veio do além”. Inovar não é o mesmo que empreender.

Napoleon Hill costumava dizer que o sucesso vem de um padrão comportamental, um pensamento regido por três elementos básicos: visão, atitude e marketing. Em condições normais de pressão e temperatura, criar um negócio inovador é um desafio e tanto, mas entenda “visão” como sendo, também, a capacidade de observar casos de sucesso e trazê-los para regiões onde elas ainda não existem - e não meramente “enxergar o que ninguém enxergou” -. Ser empreendedor não significa ser vidente! A referida “visão” pode ser, portanto, desenvolvida seja a partir de contato com empreendedores ou pela sua própria disposição em querer saber sobre essa área e crescer com ela. Aliás, eis algumas indicações:

Junior Achievement (Organização de educação prática em empreendedorismo):   http://www.jabrasil.org.br/ja/

Universitários Empreendedores:                                                                                             

Movimento Empreenda

Empreendedores Criativos

Eureca! Empreendedorismo Universitário

http://eureca.me  ou https://www.facebook.com/eurecabr?ref=stream 

A ideia “ser empreendedor é quase um dom” é muito limitadora e determinista. As oportunidades estão à nossa volta, basta querer enxergá-las. E um bom caminho para incorporar esse conceito desde sua vida universitária é o envolvimento com as empresas juniores (atitude, lembra?). Elas são um solo fértil para desenvolver o espírito empreendedor, porque o participante experimenta o processo e entende as dificuldades de empreender nos contextos econômico e administrativo nacionais.

Para quem ainda não sabe o Movimento Empresa Júnior (MEJ) surgiu com o objetivo de complementar a formação acadêmica com experiências práticas e, numa Empresa Junior (EJ), os alunos da graduação prestam serviços e desenvolvem projetos para outras empresas e para a sociedade em geral, oferecendo uma consultoria empresarial de menor custo, aumentando a qualidade e a chance de sucesso de empreendimentos no país. Para o Professor da UFRRJ, Marco Antônio Ferreira de Souza, uma simples definição para o MEJ: a diferença na vida acadêmica e o impacto no mercado de trabalho. O ex-presidente da Federação das Empresas Juniores do Estado de Santa Catarina (FEJESC), Emílio Lock Mesquita, afirma que já pensava em ser empreendedor antes da faculdade, mas que a ideia foi consolidada durante os quatro anos e meio de participação no MEJ: "sempre gostei da ideia de abrir meu próprio negócio e as experiências em Empresa Júnior e na FEJESC me fizeram ter mais certeza disso. (...) Um empresário júnior planeja antes de executar uma atividade e não a faz de qualquer jeito. Isso é fundamental”.

Entre as principais federações de EJs do país, estão a FEJEMG  [ http://www.fejemg.org.br/site/] , a RIOJUNIOR  [http://www.riojunior.com.br/index.php] e a FEJESP [http://www.fejesp.org.br/]. Para saber mais do MEJ, acesse: http://brasiljunior.org.br/site/mej

Para se tornar um empresário júnior é necessário ser aprovado no processo seletivo que, geralmente, ocorre semestralmente e consiste em algumas etapas, como a prova escrita, a dinâmica de grupo, a entrevista individual e a semana de capacitação. Mas não se assuste. Já ouvi muitas pessoas dizendo que o processo é difícil e muitas dizendo que não. Por quê? "Você já ouviu falar que a maneira como se conta uma história muitas vezes vale mais do que a história em si?" Pois no processo seletivo também é assim!  Então é importante você se preparar para ele. Primeiramente, procure atuar numa área que você tenha aptidão em vez de querer apenas fazer parte da EJ. Trabalhar com algo que não tem a ver com você não será muito profícuo... E se você gostou da ideia de ser empreendedor, alguma dicas são importantes:

1)     Saiba vender sua ideia: de todos os apoios que você precisa, nenhum é mais necessário do que aquele que dará luz verde para você iniciar o projeto. Não basta levar uma boa ideia, vontade e determinação. É preciso provar que a ideia é viável. Portanto, é preciso fazer um bom plano de negócios! Conquiste apoios entre aqueles que tomarão a decisão, antecipe suas preocupações e eventuais resistências à ideia.

2)     Alinhamento com a visão: de nada vai adiantar ter uma grande ideia se ela não está alinhada com a visão que você, empreendedor ou futuro empreendedor, escolheu para si. Antes de ser uma pessoa de sucesso, você tem que ser uma pessoa que prime pelos seus valores! Assim, o sucesso virá como consequência. Então busque esse alinhamento através do processo de autoconhecimento para saber se o empreendimento que será criado lhe proporcionará isso. 

3)     Tenha um mentor: se você está muito distante de pessoas que podem ajudá-lo, ajuda muito ter pelo menos uma pessoa com livre trânsito entre os tomadores de decisão ao seu lado. Ele será o seu mentor e o ajudará a vender a ideia e obter os recursos e apoios necessários para implantá-la. Quanto mais relevante a posição e influência dele, melhor.

4)     Pequenas ações empreendedoras: nem todas as ações empreendedoras dizem respeito a projetos de negócio ou com alto grau de complexidade. O espírito empreendedor está em todas as coisas, uma mobilização para juntar dinheiro para ajudar um amigo doente, a resolução de um pequeno problema do cliente que não tinha nada a ver com você, a preocupação em levar um pacote de salgadinhos para oferecer numa reunião. Nesse contexto, sugiro inclusive que vocês leiam o texto da representante EQ Palloma Carvalho acerca do empreendedorismo social. Qualquer coisa que envolve criatividade, iniciativa e realização é uma importante prática da atitude empreendedora.

5)     Até das pedras no caminho precisamos: os melhores casos de empreendedorismo que conheço começaram em um momento de crise, de grande dificuldade. Muitas vezes um percalço serve como estopim para a revisão de paradigmas e pressupostos que levam a um processo de ruptura e consequente busca de novos conceitos para assim você conseguir aumentar a competitividade e a eficácia. Mais uma vez, o valor do esforço pela necessidade de sobreviver.

E, finalmente, um conselho: não tenha medo se, no início, não der certo. Acredito que tudo relativo ao empreendedorismo requer otimismo! Seja sucesso ou fracasso, não importa qual o resultado do seu projeto, pois é passageiro. Ter sucesso pode ser apenas um status provisório que não se sustenta no longo prazo. Ter fracasso, igualmente pode ser apenas uma etapa necessária no caminho rumo ao sucesso. Ser perseverante e jamais soçobrar ter que ser uma de suas máximas, pois empreender é arriscar e tomar novas atitudes, assumindo as consequências possíveis. E, mesmo quando você ainda está começando, acreditar no seu negócio sem se acomodar.

Referências:

Um comentário: